O vocalista do Disturbed, David Draiman, respondeu publicamente ao pedido formal de desculpas que Kanye West publicou em um anúncio de página inteira no Wall Street Journal na segunda-feira (26 de janeiro). O rapper, que tem sido alvo de críticas por comportamentos antissemitas nos últimos anos, revelou estar recebendo tratamento para uma condição cerebral.
Em sua resposta, Draiman, conhecido por se manifestar contra o antissemitismo, agradeceu o gesto de West, mas expressou dúvidas sobre sua capacidade de reparar completamente o dano causado. “Infelizmente, isso não desfaz o estrago feito, não tenho certeza se algo poderia… mas permita-me sugerir também…”, escreveu o vocalista em suas redes sociais.
Draiman então propôs duas ações concretas que West poderia tomar: “1. Participar de eventos de unidade entre negros e judeus, eu irei com você? 2. Deletar ‘Heil Hitler’ de seu catálogo?”.
No anúncio publicado, West explicou que seus comentários de ódio foram resultado de uma condição médica não diagnosticada adequadamente. O rapper revelou ter sofrido uma lesão no lobo frontal do cérebro após um acidente de carro há 25 anos, que só foi propriamente diagnosticada em 2023. Além disso, West mencionou seu transtorno bipolar tipo 1, que teria contribuído para seu comportamento.
“No início de 2025, caí em um episódio maníaco de quatro meses de comportamento psicótico, paranóico e impulsivo que destruiu minha vida”, afirmou West no anúncio. O rapper também negou ser nazista ou antissemita, declarando: “Eu amo o povo judeu”.
O pedido de desculpas surge em um momento estratégico, quando West se prepara para lançar seu novo álbum “Bully”. Anteriormente, o rapper já havia se desculpado por seus comentários antissemitas, apenas para retratar-se depois, vendendo camisetas com suásticas e gravando a faixa “Heil Hitler”.
Draiman, que tem raízes judaicas, frequentemente se manifesta contra o antissemitismo e já tentou dialogar com outras figuras públicas sobre questões relacionadas ao conflito entre Israel e Palestina. Sua resposta a West demonstra uma abertura ao diálogo, mas também uma exigência de ações concretas que demonstrem verdadeiro arrependimento.



